UNFINISHED
#BATTLEGROUND
3rd & 4th EDITIONS

OPEN LABS
25/07 – 01/08/2021
ARMAZÉM 22, GAIA, PORTUGAL

Estão abertas as candidaturas para os OpenLabs de investigação artística UNFINISHED #BattleGround 3ª/ 4ª Ed. 2021

Unfinished #BattleGround OpenLabs pretende construir experiências, instrumentos e perspectivas a partir do trabalho de artistas cujo percurso questiona o corpo como contexto político. Para tal, com a curadoria de Pedro Prazeres, esta semana de laboratório integra como convidados, artistas e pensadores de contextos sociais, artísticos, políticos e territoriais específicos em que o corpo é o meio de comunicação e de intervenção artística. Composto por uma sessão anual, as 3º e 4ª edições do Unfinished, inicialmente previstas nos verões de 2020 e 2021, devido ao contexto mundial de pandemia, realizar-se-ão em julho de 2021. No passado mês de julho de 2020, na data prevista para a realização dos openlabs , realizou-se uma conversa online entre alguns dos artistas convidados que pode ser visionada aqui.

Mais info

A edição de 2021 irá acontecer de 25 de julho a 1 de agosto no Armazém 22, em Vila Nova de Gaia. Durante esta semana teremos connosco um grupo de 8 artistas, de diversas áreas, convidados para partilhar a forma em que cada um integra no seu trabalho artístico o corpo como contexto político, o corpo como campo de batalha. Contaremos assim com a presença de artistas consagrados como Ana Rocha, Arkadi Zaides, Carolina Martins, Jao Moon, Josseline Black, Myriam Suchet, Peter Pleyer e Sherwood Chen, sob direção artística de Pedro Prazeres. Tal como cada participante, este grupo de nove artistas irão (con)viver numa semana de laboratório criativo imersivo.

Cada dia será conduzido por um artista e, assim, todos serão convidados a entrar no universo artístico que cada um compõe através das suas práticas, questionamentos e motivações e aí encontrar o seu universo. O dia será organizado por uma prática de corpo matinal e uma prática criativa durante a tarde. No oitavo e último dia, 1 de Agosto, o Unfinished#Battleground abre as suas portas ao público numa partilha informal do que foi o percurso durante a semana.

Como forma de mitigação dos efeitos económicos no tecido artístico cultural Português, o UNFINISHED OPEN LABS oferecerá 6 Bolsas de Formação. Para isso deverão entregar Carta de Motivação e Biografia (ver formulário de inscrição).

 

Applications are now open for the 3rd Edition OpenLab artistic research UNFINISHED #BattleGround Spring 2021!

Unfinished #BattleGround Open Labs intends to build experiences, instruments and perspectives from the work of artists whose journey questions the body as a political context. With this purpose, Unfinished #BattleGround integrates as guests, artists and thinkers from specific social, artistic, political and territorial contexts in which the body is the means of communication and artistic intervention. The 3rd and 4th editions of the Unfinished Open Labs, initially planned in the summers of 2020 and 2021 and due to the global context of the pandemic, will take place only in 2021, during spring and summer. In July 2020, on the scheduled date for the 3rd edition, an online conversation was held between some of the guest artists that can be viewed here.

More info

The Spring edition will take place from March 27 to April 1, 2021 at Armazém 22, in Vila Nova de Gaia. During this week, Unfinished #BattleGround Open Labs will unveil a group of five artists from different artistic areas, invited to share the way in which each integrates in his artistic work the body as a political context, the body as a battlefield. We will thus count on the presence of Ana Rocha, Carolina Martins, Jao Moon, Peter Pleyer and Sherwood Chen. Like each participant of this open call, this group of five artists will be in a week of creative laboratory.

Each day of the first five days of the Open Labs will be led by an artist and, thus, we will all be invited to enter the artistic universe that each one composes through their practices, questions and motivations and there we will find our universes. The day will be organized by a morning body practice and a creative practice in the afternoon. On the last day, April 1, the Unfinished #BattleGround Open Labs opens its doors to the public in an informal sharing of what has been experienced during the week.

Pedro Prazeres
Curador / Curator
“Unfinished #BattleGround é um campo de ação onde o corpo como contexto político é posto a nu. Corpo como sujeito, ferramenta e objeto do ato performativo, na sua relação com o tempo e espaço, através de práticas físicas e energéticas no contexto político atual. Tem como objetivo principal o trabalho artístico inserido num território desafiante e complexo, propício à experimentação, aprofundamento de processos criativos individuais, e fomentar colaboração no processo criativo individual e coletivo.”
“Unfinished #BattleGround is an action field where the body as a political context is exposed. Body as subject, tool and object of the performative act, in its relationship with time and space, through physical and energetic practices in the current political context. Having as main goal an artistic work within a challenging and complex territory, leading to experimentation, deepening individual creative processes, and fostering collaboration in the individual and collective creative process.”

Pedro Prazeres (Portugal / França)
Situa dança e paisagem numa relação simbiótica de conhecimento cruzado. Arquiteto paisagista e coreógrafo à vez, o seu trabalho encaixa na intersecção de ambos os processos criativos e entrelaça a sua prática artística na relação entre o lugar, o sujeito, e o etéreo. Para ele, paisagem e dança ressoam através de uma abordagem sensorial, proprioceptiva e intuitiva. Pedro cria instalações de dança e performances que apresenta em festivais internacionais em museus de arte contemporânea, em locais não convencionais e ainda em paisagens urbanas e rurais. Salienta como obras mais pertinentes no seu percurso as danças/instalações Velvet Carpet (Vivarium Festival 2019), Talking Lazaro (DDD 2017), Eu-Globulus (Serralves 2016), Desire-Lines (Festival Cumplicidades 2015) e Transhumance H+ (FIDCU 2012). Como o Homem transforma o ambiente em que se insere e como esse ambiente transformado o condiciona, é uma das questões centrais no seu trabalho.

Pedro Prazeres (Portugal / France)
Pedro Prazeres’ work binds dance and landscape on a symbiotic relation of crossed knowledge. By turn landscape architect and choreographer, his works belong to the intersection of both creative processes and he weaves his artistic practice in the relationship between the place, the subject, and the ethereal. For him, landscape and dance come in resonance through a sensory, proprioceptive, and intuitive approach. Pedro creates dance installations and performances he has presented in international festivals, such as Vivarium Festival, DDD festival (Dias da Dança) at Porto, FIDCU at Montevideo, museums, like Serralves Foundation, Prague National Gallery for example, theatres, non- conventional venues, and urban and rural landscapes. The dance/installations Transhumance H+, The Man Who Planted Winds, Tool-Trans-Body, Talking Lazaro, Eu-Globulus, Desire Lines, Haute-Tension and Velvet Carpet are pertinent highlights that reflect his artistic path. How man transforms the environment he’s inserted in and how this transformed environment conditions man is one of the key questions on Pedro’s work.

Ana Rocha (Portugal)
Curadora, coreógrafa, performer, produtora, dramaturga e escritora. Estudou História da Arte, Arte Contemporânea e Artes Visuais em diferentes instituições portuguesas. Faz formação em práticas de coreografia e movimento desde 2005. Colaborou na produção de diversos festivais (Festival da Fábrica, Alkantara Festival e Serralves em Festa). Membro da Soopa\OOPSA, Arco da Velha, Cão Danado & Cia. Co-dirigiu e fundou MEZZANINE (2009-2017). Como criadora apresentou, “Open Season”(Porto e Berlim), “Fraud by Nature” (Berlim) e “Stabat Mater Furiosa” (Porto). Foi bolseira DanceWeb – Impulstanz’12. Concluiu o SPCP de Deborah Hay, “Dynamic” em 2012. Membro Transfabrik – 2013, projecto transdisciplinar sobre escrita e crítica nas artes do espectáculo. Deu formação no Balleteatro, Tanzfabrik, ENSBA Lyon e FBAUPorto. Ana faz mediação cultural e programação nacional e internacional (TAMANHO M \ Mira Artes Performativas, Ateneu Comercial do Porto, Cultura em Expansão \ CMPorto, To School Out of School \ Colectivos PLÁKA, TanzCongress Dresden 2019, TRANSLOCA, e outros contextos). Entre criadores nacionais e internacionais, colabora regularmente com Meg Stuart desde 2011.

Ana Rocha (Portugal)
Studied Art History, Contemporary Art and Visual Arts. Training in contemporary dance, performance, choreography, contact improvisation and dramaturgy. Started production work in 2001, on ​​visual arts field, among other artistic disciplines (theater, music, contemporary dance), monitoring and organization of creations, programming and training. Galeria Fernando Santos, Balleteatro, Festival da Fábrica, Serralves em Festa, Alkantara Festival, Cão Danado Cia, are some of the organizations with whom she has collaborated and worked before. Ana was a member of OOPSA |SOOPA collective. Scholarship InovArt 2010 in Berlin, with Uferstudios, and DanceWeb – Impulstanz 2012. Taught at Alquimia da Cor, Balleteatro Escola Profissional and Tanzfabrik Berlin. Her first solo work, Fraud by Nature, had its premiere at Tanztage Berlin in 2012. She has worked as a performer or co-creator in performing arts projects | contemporary dance since 2006. Highlights Fabienne Audéoud, Madalena Vitorino, Jorge Gonçalves, Dinis Machado, Isabelle Schad, Sandra Wieser, Keith Hennessy, Sebastian Matthias and Davis Freeman, as some of the artists she has collaborated with. Ana was participating member of a cooperative venture between Germany | France, research and critical development for performing arts | contemporary dance, Transfabrik, directed by Franz Anton Cramer (2013). She was part of Deborah Hay, Solo Commissioning Project 2012, “Dynamic”, which took place in Findhorn (Scotland). Collaborates regularly as dramaturge and choreographic support with international projects of independent artists. Since 2012, collaborates with Meg Stuart, as creation and choreography assistant (Built to Last, film project with Michael Borremans, Sketches | Notebook and Hunter). Co-founder of MEZZANINE association with Jorge Gonçalves since 2009.

 

Ana Rocha
“O que são esses lugares de multidão, como pode ocorrer a ocupação desse coro e de que modo se movimenta como coletivo na instabilidade e na urgência mutável da atualidade contemporânea?”
“What are these crowded places, how can the occupation of this choir occur and how does it move as a collective in the instability and changing urgency of contemporary times?”
Arkadi Zaides
“Como trazer à luz conteúdo de carga política através da investigação de documentos existentes? Desde filmagens de organizações de direitos humanos operando na Cisjordânia até relatórios oficiais de projetos de segurança financiados pela UE, o uso de materiais documentais no campo performativo, faz emergir uma série de desafios morais e éticos que necessitam de ser discutidos.”
“How to bring to light politically charged content by investigating existing documents. Whether it is video footage extracted from archives of a human rights organization operating in the West Bank or the official reports of an EU funded project in the field of securitization, the usage of documentary materials within the performance field raises a number of moral and ethical challenges needed to be further discussed. In this intervention, Zaides will question these and related points based on his personal experience and choreographic practice.”

Arkadi Zaides (Israel / França)
É um coreógrafo independente; nascido na Bielorússia em 1979, imigrou para Israel em 1990 e vive atualmente entre lá e França. Em Israel foi intérprete em várias companhias tais como Batsheva Dance Company e no Yasmeen Godder Dance Group antes de enveredar numa carreira independente em 2004. Detentor de um Master da Amsterdam Master of Choreography program na Theater School na Holanda. As suas performances e instalações vídeo foram apresentadas em numerosos festivais, museus e galerias pela Europa, América do Norte e América do Sul e Ásia. No seu trabalho aborda temas sociais e políticos, nomeadamente focado no conflito israelo-palestiniano e, atualmente, preocupado com o atual contexto europeu. Recebeu o Emile Zola Prize for Performing Arts pelo seu envolvimento com os direitos humanos no seu trabalho ARCHIVE (2013). A sua obra QUIET recebeu uma bolsa do Ministério da Cultura e Desporto de Israel (2013) assim como o Young Artist Prize (2008, 2009, 2011). Recebeu Rosenblum Award for excellence in the arts (2010) e a sua obra SOLO COLORES recebeu o Kurt Jooss Award (2010). Desenvolve continuamente plataformas para promover o discurso contemporâneo da criação de performance. Juntamente com a dramaturga e investigadora Sandra Noeth, iniciou Violence of Inscriptions (2016-18). Foi curador de Moves Without Borders (2012-2015). Com a coreógrafa Anat Danieli, foi curador do New Dance Project in Jerusalem (2010-2011).

Arkadi Zaides (Israel / France)
Arkadi is an independent choreographer; born in Belarus in 1979, he immigrated to Israel in 1990 and currently lives between in France. In Israel, he performed in several companies such as the Batsheva Dance Company and the Yasmeen Godder Dance Group before embarking on an independent career in 2004. Zaides holds a Master’s degree from the Amsterdam Master Of Choreography program at the Theater School in the Netherlands. His performances and video installations have been presented in numerous dance and theater festivals, museums and galleries across Europe, North and South America and Asia. In his work, Zaides addresses social and political issues, he previously focused on the Israeli/Palestinian context, and is currently concerned with the European one. Zaides’ artistic practice aims to initiate critical debate, concentrating on the body as a medium through which social and political issues are experienced most acutely.

Zaides received the Emile Zola Prize for Performing Arts for demonstrating engagement in human rights issues in his work Archive (2013). His work Quiet received a grant from the Israeli Ministry of Culture and Sport (2013). He was the recipient of the Israeli Lottery Foundation Landau Award (2012). He won the Israeli Ministry of Culture and Sport Young Artist Prize (2008, 2009, 2011). He received the annual Rosenblum Award for excellence in the arts (2010), and his work Solo Colores received the Kurt Jooss Award (2010).

Zaides continuously develops platforms to promote the contemporary discourse of performance making. Together with dramaturge and researcher Sandra Noeth, he initiated Violence of Inscriptions. The project brings together artists, thinkers, and human-rights activists to negotiate the role of the body in producing, maintaining, legitimizing, representing, and aestheticizing structural violence (2016-2018). Zadies curated Moves Without Borders, a close collaboration with Goethe Institute Israel. The project invited avant-garde choreographers to conduct performances and workshops in Israel (2012-2015). Together with choreographer Anat Danieli, Zaides curated the New Dance Project in Jerusalem. The project provided novice choreographers with professional guidance, production assistant, and financial support (2010-2011).

Carolina Martins (Portugal)
Licenciou-se em Estudos Artísticos (Cinema) e fez uma Pós-Graduação em Estudos Literários e Culturais na Universidade de Coimbra, onde está a concluir uma tese de Doutoramento intitulada “Leitura Aumentada: combinações espaciais nas instalações de narrativas gráficas”. Trabalha com dança contemporânea desde 2013. Produziu a edição zero do Cumplicidades – Festival Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa e é actualmente produtora na Sekoia – Artes Performativas. Enquanto artista, move-se entre a palavra e a imagem, tendo um particular interesse pela fotografia e pela colagem. O seu último trabalho é a instalação interdisciplinar “VAST/O”, uma reflexão sobre sentir-se deslocado do próprio corpo.

Carolina Martins (Portugal)
Graduated in Artistic Studies (Cinema) and did a Post-Graduation in Literary and Cultural Studies at the University of Coimbra, where she is completing a PhD thesis entitled “Augmented Reading: spatial combinations in the installations of graphic narratives”. She has been working with contemporary dance since 2013. She produced the zero edition of Cumplicidades – Lisbon’s International Festival of Contemporary Dance and is currently a producer at Sekoia – Artes Performativas. As an artist, she moves between word and image, with a particular interest in photography and collage. Her latest work is the interdisciplinary installation “VAST / O”, a reflection on feeling detached from his own body.

Carolina Martins
“Se um corpo consegue ser, a um só tempo, um sítio móvel e um alienígena imóvel incapaz de se relacionar com o que o envolve, de que forma está a ser incorporado nas mais recentes comunidades fechadas ou privatopias?”
“If a body manages to be, at the same time, a mobile site and an immobile alien unable to relate to what surrounds it, how is it being incorporated into the most recent gated communities or privatopias?”
Jao Moon
“Partindo de histórias pessoais para histórias políticas e sociais, estou interessado em desenvolver o corpo de uma forma não-categórica, investigando como criar material com o conhecimento que adquirimos do nosso contexto. Quando representar o seu corpo é a única forma de estar presente no seu próprio contexto, como criamos espaços quando o espaço não foi feito para nós? Que estratégias emergem da porfia?”
“Departing from personal stories towards political and social stories, I’m interested in developing the body in a non-category manner, researching how to create material with the knowledge we gain from our context. When performing your body is the only way to be present in one’s context, how do we create spaces when space has not been made for us? Which strategies emerge from the struggle?”

Jao Moon (Colômbia / Alemanha)
“Sempre me vi como um ponto de passagem. Como um corpo onde se cruzam diferentes situações do quotidiano, um corpo onde coexistem múltiplas identidades, um corpo em transformação, um corpo indefinido “. A experiência de crescer na periferia marginalizada de Cartagena de Índias, Colômbia, transformou Jao Moon num corpo político. Viver em um ambiente de constante resistência, fê-lo questionar a ordem social dominante, que passou a ser a matéria do seu trabalho criativo e artístico. A Diáspora latino-americana na Europa, a identidade de gênero e os processos de adaptação ou construção sócio-política em contextos migratórios são alguns dos seus temas recorrentes de trabalho. A viver em Berlim desde 2015, colaborou como artista convidado de diferentes artistas, teatros e festivais na Europa, como: Kampnagel, Sophiensaele – Tanztage, Deutsche Oper Berlin com Black Cracker, Peaches, Dock 11 Berlin, Maxim Gorki Theatre com Simone Paetau, Yony Leyser, Carlos Maria Romero em Jupiter Art Land e Jeremy Shaw no Centre Pompidou de Paris. Desde 2017 que desenvolve o seu próprio trabalho como diretor. Destaca “Memory of Dislocation – Exactly the same in the opposite direction”, a sua primeira apresentação de dança solo na Ballhaus Naunynstraße 2017 e “The Lifetime of Fire -Manifestos for a Queer Futures”, apresentação solo no HAU Berlin 2019 e “Everybody can be / Everybody can not be”, a mais recente estreia de uma instalação em dança performance, que ocorreu em outubro de 2019 no Ballhaus Naunynstraße de Berlim.

Jao Moon (Colombia/ Germany)
“I’ve always seen myself as a crossing point. As a body where different everyday situations intersect, a body where multiple identities coexist, a body in the process of transformation. an undefined body “. The experience of growing up in the marginalized periphery of Cartagena de Indias Colombia turned me into a political body. Living in an environment of constant resistance made me question the predominant social orders, this became the matter of my creative and artistic work. Latin American diaspora in Europe, gender identity and processes of socio-political adaptation or assembly in migratory contexts are some of the themes I work with constantly. I have been living in Berlin since 2015, during these 5 years I have collaborated as a guest artist for different artists, theaters and festivals in Europe such as: Kampnagel, Sophiensaele – Tanztage, Deutsche Oper Berlin with Black Cracker, Peaches. Dock 11 Berlin, Maxim Gorki Theater with Simone Paetau, Yony Leyser. Carlos Maria Romero at Jupiter Art Land. Jeremy Shaw at Center Pompidou. Since 2017 I have been developing my own work as a director. Memory of Dislocation – Exactly the same in the opposite direction- My first Solo dance performance at Ballhaus Naunynstraße 2017. The Lifetime of Fire -Manifestos for a Queer Futures- Solo performance at HAU Berlin 2019. Everybody can be / Everybody can not be My most recent Installation Dance Performance Premier in October 2019 at Ballhaus Naunynstraße Berlin.

Josseline Black-Barnett (Inglaterra / Lituania )
Curadora, escritora e pesquisadora de movimento. Josseline possui um M.A. em “time-based Media” pela Universidade de Artes e Design Industrial de Linz e um B.A. em Antropologia (especialização Cotsen Institute of Archaeology) pela University of California Los Angeles. Trabalhou durante cinco anos como curadora do programa internacional de residências artísticas no Atelierhaus Salzamt (Áustria), onde teve o privilégio de trabalhar em estreita colaboração com vários artistas brilhantes, e onde igualmente dirigiu o Programa de Mobilidade de Artistas CreArt, da União Europeia. Como escritora, escreveu críticas de exposições, co-editou e criou textos para o MNAC Lisboa, Museu Madre de Nápoles, Quartier dos Museus de Viena, MUMOK, Galeria Guimarães e Galeria Michaela Stock. É colaboradora regular da Revista de Arte Contemporânea Droste Effect, Flashart e Umbigo Magazine. Além disso, publicou com Interactive Malta, OnMaps Tirana, Albania, e L.A.C.E (Los Angeles Contemporary Exhibitions). Paralelamente à sua prática curatorial e escrita, na última década, Josseline tem usado a coreografia como uma ferramenta de pesquisa investigando a ontologia do corpo performático com foco em cartografias corporificadas de memória e espaço público. Teve residências de pesquisa no East Ugandan Arts Trust, no Centrum Kultury w Lublinie, na University of Arts Tirana Albania e no Upper Austrian Architectural Forum. Atualmente, é doutoranda em Estudos da Performance na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Josseline Black-Barnett (England / Lithuania )
Josseline Black-Barnett b. 1987 is a contemporary curator, writer, and movement-researcher. She holds an M.A. in time-based media from the University of Arts and Industrial Design Linz and a B.A. in Anthropology (specialization Cotsen Institute of Archaeology) from the University of California Los Angeles. She operated for five years as in-house curator of the international artistic residency program at the Atelierhaus Salzamt (Austria) wherein she had the privilege of working closely with a number of brilliant artists. Included in her duties within the institution she allocated and directed the Salzamt hosting of the E.U. CreArt mobility for artists program. As a writer, she has reviewed exhibitions, co-edited, and generated texts for the MNAC Lisbon, Madre Museum Naples, the Museums’ Quartier Vienna, MUMOK, Guimãeres Gallery, and Gallery Michaela Stock. She is a regular contributor to the Contemporary Art Magazine Droste Effect, Flashart, and Umbigo Magazine. In addition, she has published with Interactive Malta, OnMaps Tirana, Albania, and L.A.C.E (Los Angeles Contemporary Exhibitions). In tandem to her curatorial practice and writing, she has for the past decade used choreography as a research tool inquiring into the ontology of the performing body with a focus on embodied cartographies of public memory and space. She has held research residencies at the East Ugandan Arts Trust, the Centrum Kultury w Lublinie, the University of Arts Tirana Albania, and the Upper Austrian Architectural Forum. It is her privilege to continue developing her approach to curatorship which derives from an anthropological reading of art production and an ethnological dialectic in working with cultural content generated by art makers to devise expanded exhibition formats and discourses. Black-Barnett is of English and Lithuanian descent. She is currently pursuing a Ph.d in Performance Studies at the Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras.

Josseline Black
“Por que temos imagens se elas ficam suspensas em tempos aos quais não podemos aceder? Este trabalho tem como objetivo investigar métodos e modos de abordagem de imagens de arquivo, como forma de as tornar acessíveis por meio da corporeidade e derivar narrativas que as entreguem ao momento contemporâneo. Vamo-nos dar a liberdade de interpretar sem o domínio forçado de significados culturais limitados, vamos personalizar sem poluir, vamos reivindicar a nossa literacia visual e herança assimétrica. ”
“Why do we have images if they are suspended in times that we cannot access? This work aims to investigate methods and modes for approaching archival images, to make them accessible through embodiment and to derive narratives which delivers them to a contemporary moment. Let us give ourselves the freedom to interpret without the bondage of limited cultural significances, let us personalise without polluting, let us claim our visual literacy and asymmetrical inheritance.”
Myriam Suchet
“Por que temos imagens se elas ficam suspensas em tempos aos quais não podemos aceder? Este trabalho tem como objetivo investigar métodos e modos de abordagem de imagens de arquivo, como forma de as tornar acessíveis por meio da corporeidade e derivar narrativas que as entreguem ao momento contemporâneo. Vamo-nos dar a liberdade de interpretar sem o domínio forçado de significados culturais limitados, vamos personalizar sem poluir, vamos reivindicar a nossa literacia visual e herança assimétrica. ”
“We will question the conception of language (or tongue) as “a body” – and its consequences. Take a text written in English for instance: should a Japanese borrowing necessarily appear as a foreign body? Why consider foreign any person we do not understand? Does this “we” even speak the same tongue? Can we accept that no communication means being fully understood? And how would heterogeneous and radical bodies redefine language/s?”

Myriam Suchet (França)
Myriam Suchet é professora titular da Sorbonne Nouvelle Paris 3, onde dirige o Centro de Estudos do Quebec  desde 2012. É membro do Institut Universitaire de France desde outubro de 2019. A sua tese de Doutoramento em Humanidades, parceria entre Lille 3 e a Concordia University, é voltada para textos literários escritos simultaneamente em várias línguas diferentes, a ponto de desconstruir o mito da “língua” única e indivisível. Desde então, Myriam tem explorado as implicações e impactos dessa poética-política, na ficção entre pesquisa, pedagogia, ativismo e criação (artivismo).

Blog : https://horscadres.hypotheses.org/ // Laboratório de pedagogia : https://agilabil.tumblr.com/ 

Myriam publicou três obras : L’Imaginaire hétérolingue. Ce que nous apprennent les textes à la croisée des langues, Paris, Classiques Garnier, « Littérature et mondialisation », 2014, 349 p. / Indiscipline ! Tentatives d’UniverCité à l’usage des littégraphistes, artistechniciens et autres philopraticiens, Montréal, Nota Bene, « Indiscipline », 2016, 110 p. (Mise en livre de Daniel Canty, graphisme par Alexis Coutu-Marion, direction littéraire de Etienne Beaulieu) / L’Horizon est ici. Pour une prolifération des modes de relations, Rennes, Éditions du Commun, 2019, 168p.

Myriam Suchet (France)
I (Myriam Suchet) search and, very often, get lost. I also teach and orchestrate the Centre d’études québécoises at Université Sorbonne Nouvelle (Paris). My Phd in Humanities (Concordia University, Montréal & Université Lille 3, France) was concerned with postcolonial literary texts explo(r/d)ing differences with/in language(s). The main issue was to redefine translation as a theory-practice outside the dominant dualist paradigm (familiar-foreign, source-target, fidelity-originality, etc.). Since then, I have further undisciplined the topics and the methodologies I work with.

Peter Pleyer (Alemanha)
Estudou dança no European Dance Development Centre em Arnhem. Trabalhou como bailarino e assistente coreográfico com Yoshiko Chuma (New York) e Mark Tompkins (Paris). Na Holanda, Pleyer criou as suas próprias peças (participando em competição coreográfica de Groningen). Em 2000 Peter mudou-se para Berlim e trabalhou com Martin Nachbar, Alex B. e Felix Ruckert. Com um enorme interesse por estudos teóricos de dança e de criação coreográfica, desenvolveu CHOREOGRAPHING BOOKS (2005) uma lecture/installation, partilhando a sua visão sobre o desenvolvimento dos estudos em dança nos EUA e na Europa. Lecionou workshop “History in Practice” na P.O.R.C.H. – Stolzenhagen, no programa MA da ArtEZ em Arnhem, no HZT Berlin e no Tanzquartier Vienna. Em 2014 retomou o seu trabalho coreográfico com o solo PONDEROSA TRILOGY e com o quartet/international improvisation format VISIBLE UNDERCURRENT (com Meg Stuart e Sasha Waltz). Em novembro de 2017 a sua coreografia de grupo CRANKY BODIES DANCE RESET foi apresentada na Sophiensaele Berlin. É professor convidado de Anatomical Release e Contact Improvisation na Meg Stuart/Damaged Goods e foi guest lecturer no UdK/HZT em Berlim em 2015/2016.

Peter Pleyer (Germany)
Studied dance at the European Dance Development Centre in Arnhem. He worked as dancer and choreographic assistant with Yoshiko Chuma (New York) and Mark Tompkins (Paris). In Holland, Peter choreographed his own dances (i.e. participant at the choreography competition Groningen) In 2000 Peter moved to Berlin and worked with a.o. Martin Nachbar, Alex B. and Felix Ruckert. With a big interest in the theoretical studies of dance and dance making, he developed “choreographing books” (2005) a lecture/installation, with his view on the development of dance studies in the US and Europe. He taught his workshop “History in Practice” at P.O.R.C.H. – Stolzenhagen, for the MA program at ArtEZ in Arnhem, at the HZT Berlin and at Tanzquartier Vienna. In 2014 he resumed his choreographic work with the solo “Ponderosa Trilogy” and the quartet/international improvisation format “Visible Undercurrent” (with a.o. Meg Stuart and Sasha Waltz). In November 2017 his group choreography „cranky bodies dance reset“ was performed at Sophiensaele Berlin. He is a regular guest teacher for Anatomical Release and Contact Improvisation for Meg Stuart/Damaged Goods and was guest lecturer at the UdK/HZT in Berlin in 2015/2016.

Peter Pleyer
“Como criar a complexidade em todo o corpo-dançante e no conjunto que não seja prescrito, mas que possa emergir do momento? Como trabalhar “mais perto do cerne do corpo”, “mais perto das articulações”? Como estabelecer uma fundação de mulheres destemidas, mágicas e homens queer na história da dança, indivíduos dispostos ao risco de se partilharem fisicamente na dança?”
“How to create complexity in the whole dancing body and in the set that is not prescribed, but that can emerge from the moment? How to work closer to the heart of the body, closer to the joints? How to establish a foundation of fearless and magical women and queer men in the history of dance, individuals willing to risk sharing themselves physically in dance?”
Sherwood Chen
“Como intuímos a informação ancestral inscrita nos nossos ossos (como estratégia) para afirmar estados enraizados e porosos (como estratégia), para atravessar paisagens culturais e sócio-políticas em constante reconfiguração? Como ensaiamos teatros íntimos de colapso e perdição com uma lucidez exuberante, através do prisma poderoso e familiar dos nossos corpos? Filamentos diáfanos em queda livre até ao delicioso, lentamente. “
“How do we intuit ancient information inscribed in our own bones (as a strategy) to affirm porous, rooted statehoods (as a strategy) to traverse reconfiguring socio-political and cultural landscapes? Through the powerfully familiar prism of our bodies, how do we rehearse intimate theatres of collapse and lostness with lush lucidity? Diaphanous tendrils free falling in delicious, slow motion.”

Sherwood Chen (Estados Unidos América / França)
Sherwood Chen realiza e lidera pesquisas de movimento, internacionalmente. Trabalhou com vários artistas, incluindo Grisha Coleman, Yuko Kaseki, Amara Tabor Smith, Anna Halprin, inkBoat x Ko Murobushi, Min Tanaka, Xavier Le Roy, Anne Collod, Larry Arrington, l’agence touriste, Jess Curtis e Sara Shelton Mann. Por mais de vinte anos, Sherwood Chen contribuiu para a pesquisa Body Weather iniciada por Tanaka e seus colegas, trabalhando diretamente com os membros fundadores, incluindo Oguri e Christine Quoiraud, e como ex-membro da Body Weather Farm e Maijuku, no Japão. Sherwood Chen atuou intensivamente nos Estados Unidos da América como trabalhador cultural, no setor público, e com entidades sem fins lucrativos e filantrópicas, com foco na programação artística de comunidade, educação artística, financiamento para as artes e defesa do financiamento das artes, apoiando artistas nativos californianos e imigrantes tradicionais. Sherwood Chen está sedeado em Paris e Marselha.

Sherwood Chen (EUA / França)
Performs and leads movement research internationally. He has worked with various artists including Grisha Coleman, Yuko Kaseki, Amara Tabor Smith, Anna Halprin, inkBoat x Ko Murobushi, Min Tanaka, Xavier Le Roy, Anne Collod, Larry Arrington, l’agence touriste, Jess Curtis and Sara Shelton Mann. For over twenty years, he has contributed to Body Weather research initiated by Tanaka and his colleagues, working directly with founding members including Oguri and Christine Quoiraud, and as a former member of Body Weather Farm and Maijuku in Japan. Sherwood has served extensively as a cultural worker in public, nonprofit and philanthropic sectors in the United States, focusing on community arts programming, arts education, arts grant making, and arts funding advocacy, supporting tradition-based, Native Californian and immigrant artists. He is based in Paris and Marseille.

Programa Geral
General Programme

OPEN LABS
25 julho / july – 31 julho / july
10:00-13:00 & 14:30 – 18:30

MOSTRA / OPEN DAY
1 agosto / august
10:00 – 18:00 Preparação Artistas /
Artists & Participants
19:00 – Partilha Pública dos Trabalhos /
Public Sharing with Community

Para Quem? / For Whom?

O Unfinished #BattleGround OpenLabs dirige-se a profissionais que tenham como principal preocupação no seu trabalho o corpo em performance nas suas componentes física, mental e energética. Convidam-se como participantes, investigadores e artistas envolvidos das áreas das artes performativas, plásticas/ visuais e de cruzamentos artísticos. Incentivamos os participantes a trazerem o seu próprio trabalho em processo, no entanto não é uma premissa obrigatória.

Unfinished #BattleGround Open Labs is aimed at professionals whose main concern in their work is the body in performance in its physical, mental and energetic components. Invited participants, researchers and artists involved in the areas of performing, plastic / visual arts and artistic crossings. We encourage participants to bring their own work in process, however it is not a mandatory premise.

Saber Mais / To Know more

O Unfinished é uma plataforma internacional para a discussão, criação e apresentação de trabalhos de investigação, pesquisa e experimentação na área das artes performativas, e tem como objetivo a criação de espaços de trabalho, apresentação e discussão, entre pares e diversos públicos, de trabalhos em processo, permitindo uma maior permeabilidade entre os diferentes tempos implicados na criação contemporânea e criando um espaço onde o teste e o erro fazem tanto parte do processo de criação.

Em tempos atípicos de confinamento e isolamento social, mais que nunca, o pensamento artístico não se pode abster do pensamento político. Em Unfinished#BattleGround – o corpo como batalha – questionamos, juntos, o poder da performance artística como agente social de mudança.

Unfinished is an international platform for the discussion, creation and presentation of research and experimentation in the field of performing arts, and aims to create workspaces, presentation and discussion, between peers and diverse audiences, of works-in-process, allowing greater dialogue between the different times involved in contemporary creation and creating a space where test and error are also part of the creation process.

In atypical times where confinement and social isolation are forced worldwide, the artistic thinking and research cannot refrain itself, above all, from political awareness and intention. In Unfinished BattleGround – the body as a battlefield – we will question, together, the power of artistic performance as a civil actor for change.

KALE Cooperativa Cultural, Crl | Kale Companhia de Dança | Armazém 22

Direção Executiva & Artística /
General & Artistic Direction:
Joana Castro

Gestão de Projeto & Planeamento /
Project Management & Planning:
Daniela Tomaz

Direção de Produção /
Production Direction: 
Maria Miguel Coelho

Direção de Comunicação /
Communication Direction:
Joana de Beléms

Design Gráfico /
Graphic Design:
José Pereira

Direção Técnica /
Technical Direction:
Joaquim Madaíl

Técnico de Palco /
Stage Management:
Domingos Sousa

Assistente Produção /
Production Assistent:
Mayra Paolinelli

Apoios / Support:
República Portuguesa – Cultura /
Direção-Geral das Artes
Município de Gaia
Ginasiano Escola de Dança
Antena 2