REGARDS CROISÉS
PORTUGAL 2024

ESPETÁCULOS, ENSAIOS ABERTOS E WORKSHOP

AUDITÓRIO MUNICIPAL DE GAIA E
ARMAZÉM 22, GAIA, PORTUGAL
04—07 ABRIL 2024

A 5a Edição do festival transfronteiriço Regards Croisés Portugal acontece em Vila Nova de Gaia entre os dias 4 e 7 de abril de 2024. O Armazém22 e o Auditório Municipal de Gaia vão acolher espetáculos de dança contemporânea, ensaios abertos e workshops para bailarinos e público em geral.

Regards Croisés Portugal é um projeto de cooperação coreográfica para a difusão da dança contemporânea e a promoção de encontros entre o público, artistas e estruturas educativas, segundo a prática de diferentes visões artísticas e culturais oriundas de realidades geográficas distintas (Portugal, Espanha, França). O festival é organizado, desde 2020, pela Kale Companhia de Dança, em parceria com Centro Coreográfico Nacional Malandain Ballet Biarritz e Fundición Bilbao (Bilbao-Espanha), com o apoio da Câmara Municipal de Gaia.

Na abertura oficial, no Auditório Municipal de Gaia a 5 abril, propõe-se a nova criação da Kale Companhia de Dança: BORDERS. Seguindo o espírito de partilha de linguagens transfronteiriças do certame, a Kale convida 3 coreógrafos de cada país representado – França, Espanha, Portugal – a desenvolver uma criação original para os intérpretes da companhia. 

Num espetáculo em formato triplo, partilha com o público a visão de três coreógrafos de diferentes linguagens:  Bruno Alexandre (PT), criador crescente na cena portuguesa, Eneko Gil Alberdi (ES), antigo bailarino da companhia basca Kukai Dantza Konpainia que inicia o seu percurso coreográfico e Gael Domenger (FR), ex coreógrafo assistente de Thierry Malandain, diretor artístico do Centro Coreográfico Nacional Malandain Ballet Biarritz, caracterizado por um forte questionamento artístico na pluridisciplinaridade artística. Os coreógrafos são convidados a explorar a noção de fronteiras | barreiras | limites, ou a sua ausência.

A nova criação da KALE estreou no Cineteatro Alba, a 9 março 2024, e conta com a coprodução do Cineteatro Alba de Albergaria-Velha, Teatro Gil Vicente de Barcelos, Malandain Ballet Biarritz, França, Câmara Municipal de Gaia / Auditório Municipal de Gaia e Centro Cultural Carregal do Sal.

A 6 de abril, no Armazém22, segue-se a companhia francesa SINE QUA NON ART, sob a direção artística de Jonathan Pranlas-Descours & Christophe Béranger, com a estreia nacional do espetáculo “DESIRES’S SERIES #1”, um solo disruptivo sobre o questionamento do desejo, natureza e humanidade.

O encerramento do festival acontece dia 7 de abril, no Auditório Municipal de Gaia, com a companhia de Matxalen Bilbao, apresentando ”SERENITY SUITE”, um dueto intergeracional interpretado por Matxalen Bilbao e Natalia García onde duas mulheres  – com quase três décadas de diferença – partilham o palco numa peça de grande maturidade artística, tanto na sua escrita coreográfica como na sua interpretação. Destaque para a rúbrica “JANELA PORTUGAL”,  espaço de visibilidade aos coreógrafos portugueses emergentes que, em 2024, estará consagrada à coreógrafa Sara Garcia, com estreia absoluta de C(H)ORO, no Armazém22, dia 7 Abril às 17h00.

Para além destes espetáculos no Auditório Municipal de Gaia e Armazém22, com preço único a 8€, o Festival Regards Croisés Portugal propõe 3 ensaios abertos com entrada gratuita, nos dias 4, 5 e 6 de abril e 2 workshops de dança, também de entrada gratuita, destinados a bailarinos profissionais, pré-profissionais e público em geral.

QUINTA-FEIRA
4 abril 2024

“BORDERS”
KALE COMPANHIA DE DANÇA

Ensaio Aberto e Conversa na presença de coreógrafos e bailarinos
Armazém22 | 19h00
>6 / duração 60’ / entrada gratuita

SEXTA-FEIRA
5 abril 2024

SINE QUA NON ART [FR]CHRISTOPHE BÉRANGER E
JONATHAN PRANLAS-DESCOURS
SOBRE O ESPETÁCULO
“DESIRE’S SERIES #1”

Workshop
Armazém22 | 14h30—16h30
Profissionais e Estudantes de Dança >16

“DESIRE’S SERIES #1”
DE SINE QUA NON ART [FR]

Ensaio Aberto e Conversa na presença de coreógrafos e bailarinos
Armazém22 | 19h00
>16 / duração 60’ / entrada gratuita

“BORDERS”
KALE COMPANHIA DE DANÇA
BRUNO ALEXANDRE,
ENEKO GIL ALBERDI E
GAEL DOMENGER

Espetáculo
Auditório Municipal de Gaia | 21h00
>6 / duração 70’

sábado
6 abril 2024

COMPANHIA MATXALEN BILBAO [ES]SOBRE O ESPETÁCULO
“SERENITY SUITE”

Workshop
Armazém22 | 14h30—16h30
estudantes de Dança >12

“SERENITY SUITE”
MATXALEN BILBAO [ES]

Ensaio Aberto e Conversa na presença de coreógrafos e bailarinos
Armazém22 | 19h00
>6 / duração 60’ / entrada gratuita

“DESIRES’S SERIES #1”
SINE QUA NON ART [FR]

Espetáculo
Armazém22 | 21h00
>16 / duração 50’

domingo
7 abril 2024

“C(H)ORO” (ESTREIA)
SARA GARCIA
JANELA PORTUGAL

Espetáculo + Conversa pós Espetáculo
Armazém22 | 17h00
>6 / duração 75′

“SERENITY SUITE”
MATXALEN BILBAO [ES]

Espetáculo
Auditório Municipal de Gaia | 19h00
>6 / duração 45’

BORDERS

05 ABRIL 2024, 21H00, AUDITÓRIO MUNICIPAL DE GAIA

A GRANDE FARSA
BRUNO ALEXANDRE [PT]…QUANDO CRESCER
NÃO IMPORTAVA…
DE ENEKO GIL ALBERDI [ES]XIPEHUZ
GAËL DOMENGER [FR]KALE COMPANHIA DE DANÇA

Coreografia
Bruno Alexandre, Eneko Gil Alberdi e Gaël Domenger

Intérpretes
Beatriz Prata, Isabela Rochael, Rafael Belinha, Raúl Sousa e Xavier Coelho

Direção Técnica
Joaquim Madaíl

Desenho De Luz
Joaquim Madaíl, Francisco Campos, Bruno Alexandre, Eneko Gil Alberdi e Gaël Domenger

Operação De Luz
Francisco Campos

Ensaiadora
Isabel Ariel

Maquilhagem
Sérgio Antunes

Edição Sonora
Domingos Alves

Coprodução
Cineteatro Alba,
Albergaria-Velha (estreia); Theatro Gil Vicente, Barcelos, Malandain Ballet Biarritz, França; Auditório Municipal de Gaia / Câmara Municipal de Gaia e Centro Cultural Carregal do Sal

Apoios
Direção Geral das Artes, Ginasiano Escola de Dança e Armazém22

Parceiros Media
Antena 2

A GRANDE FARSA
BRUNO ALEXANDRE [PT]

Entre a tragédia e a mentira, encenamos a fantasia de ser outro corpo. Somos uma farsa, uma impossibilidade de ser nuvem e lama, bambu ou neptuno, tudo ao mesmo tempo. Fazemos um esforço para nos entreter e quem sabe, entreter-vos. Olhamos para vocês com o espanto com que olhamos para nós mesmos. Podíamos ser fósseis, existir antes das histórias que se tocam com as mãos de agora.
Sabemos que temos uma vida temporária, curta, mas não é sempre assim ?

Coreografia
Bruno Alexandre

Cocriação e Interpretação
Beatriz Prata, Isabela Rochael, Rafael Belinha,
Raúl Sousa e Xavier Coelho

Desenho De Luz
Bruno Alexandre e Francisco Campos

Música
“Sold Into Slavery / Captain Blood Suite” (Erich Wolfgang Korngold e André Previn); “Fire Leap” (Gazelle Twin & NYX); “Gold” (Carmen Villain); “Adoration of Veless and Ala”, de Scythian Suite, Op. 20” (Sergei Prokofiev)

Maquilhagem
Sérgio Antunes

…QUANDO CRESCER
NÃO IMPORTAVA…
DE ENEKO GIL ALBERDI [ES]

“Os olhos requerem olhos e os corações corações e os meus requerem os teus em todas as ocasiões”,
Vitorino (1942 – )

Há uma ilusão na masculinidade normativa (tóxica) de que os homens não são vulneráveis, que são poderosos, equilibrados, racionais, não dependentes dos cuidados dos outros. Não nos apercebemos de quanta energia é gasta na exibição dessa ilusão, dessa desilusão. Não descobrir o nosso lado verdadeiro e frágil é desgastante.

…quando crescer não importava… é um exercício de aceitação da vulnerabilidade transversal a que o ser humano está condenado a viver desde o nascimento até à morte.

Voltar à infância para nos lembrarmos de quem somos, para nos lembrarmos do quanto fomos amados e do quanto nos fizeram sofrer. As memórias, as feridas, o amor, as brincadeiras, a violência, as canções, o cuidado, o descuido, uma bola amarela, um escorrega. Um elogio à nostalgia, à resistência sensível.

Coreografia
Eneko Gil Alberdi

Interpretação
Rafael Belinha e Xavier Coelho

Desenho de Luz
Eneko Gil Alberdi e Francisco Campos

Sonoplastia
criação de Eneko Gil Alberdi; “Mizezs vedzeb”
e “Ilarié” (Xuxa)

XIPEHUZ
GAËL DOMENGER [FR]

Xipéhuz é um “haiku” (forma curta de poesia japonesa) coreográfico, que presta homenagem ao conto “Les Xipéhuz” do escritor J-H Rosny Ainé [1856 – 1940], famoso pelo seu romance “La guerre du feu”. “Les Xipéhuz” é considerado um dos primeiros contos de ficção científica, numa altura em que a ficção científica era representada pelo “cientista maravilhoso”, um movimento literário francês no qual J-H Rosny participou juntamente com Júlio Verne. O conto “Les Xipéhuz” narra um encontro inesperado entre uma tribo de homens pré-históricos e formas minerais vivas e suspensas, que defendem o seu território e o expandem à medida que se multiplicam. Este encontro gera um conflito que levará ao desaparecimento dos Xipéhuz em prol da sobrevivência da humanidade. A coreografia responde a este tema questionando o corpo na sua relação sensível com o mundo mineral e o que isso implica em termos de espaço e tempo. É também uma procura de gestos-fonte que procuram combinar-se entre si para criar uma linguagem que poderia ser, com a ajuda do maravilhoso cientista nas nossas mentes, a dos Xipéhuz. A composição musical é de Axel Domenger, com citações musicais dos autores franceses Jean-Philippe Rameau (“Les sauvages”, da ópera “Les Indes galantes”) e Maurice Ravel (Pavane pour unes infante défunte”). O desenho de luz é dirigido por Gaël Domenger sobre um conceito de Jean-Claude Asquié, desenhador de luz de Thierry Malandain e Maurice Béjart.

Coreografia
Gaël Domenger

Interpretação
Beatriz Prata, Isabela Rochael e Rafael Belinha

Desenho De Luz
Gaël Domenger e Francisco Campos

Composição Musical
“temp to delete”, de Axel Domenger

Figurinos
Miyuki Kanei

SOBRE A COMPANHIA

A Kale Companhia de Dança é uma plataforma de crescimento para a criação e interpretação, expondo jovens intérpretes a criadores com linguagens físicas e artísticas distintas com os seus estímulos e conceções da dança. Desde 2013, enquanto companhia, a KALE trabalhou no seu percurso com diversos coreógrafos emergentes, e.g. Daniela Cruz, Hamid Ben Mahi, Igor Calonge, André Mesquita, Matxalen Bilbao, La Tierce, Christine Hassid, Hélder Seabra, Osa+Mujika, Gilles Baron, Olatz de Andrés, Paula Moreno, Eldad Ben Sasson, Isabel Ariel, Elisabeth Lambeck, Giselle Rodrigues, Paula Águas, et al. Apresentou-se no Armazém22, mas também teatros de relevo nacional, e.g. Casa das Artes de Famalicão, Auditório Carlos do Carmo Lagoa, Cineteatro Alba e Teatro Diogo Bernardes, et al. e internacional, nomeadamente Le Colysée, Biarritz e Pole Culturel Evasion, Ambarés. Desde 2020, inaugura uma nova dialética na área da dança como veículo de inclusão social, trabalhando com criadores como Aldara Bizarro e Rafael Alvarez, em Vila Nova de Gaia A Diretora Artística da Kale Companhia de Dança, Joana Castro, assume o cargo em 2016, dando um novo rumo à companhia convidando diferentes coreógrafos de renome, e emergentes, para criar repertório e uma identidade na dança contemporânea caracterizada por um estilo rigoroso, técnico e de exploração de movimento genuíno, com um corpo de bailarinos jovem.

BRUNO ALEXANDRE

Bruno Alexandre (n. 1977, Lisboa). Licenciado em Dança pela Escola Superior de Dança e Licenciado em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa. Mestre em Artes Cénicas pela FCSH. Como coreógrafo criou o solo “Cinemateca” (2015) que teve a sua estreia no Festival Cumplicidades, “Cavalos Selvagens” (2018) estreado na Culturgest e apoiado pela Dgartes, “A Caminhada” (2019) uma co-produção do LU.CA apoiada pela fundação GDA e “Danças Precárias” (2021) projecto vencedor da bolsa de criação para artistas emergentes apoiada pela Fundação La Caixa/Espaço do Tempo e da bolsa para primeiras obras apoiada pela Casa da Dança. Criou também o espectáculo “Avalanche” para a Companhia Jovem de Dança de Ílhavo (2022) e encontra-se a preparar a sua próxima criação “Cabeça-Coração” com estreia prevista para o festival Temps D´images em 2024.
Criou também para Televisão (RTP Palco) a curta-metragem “Vulcão” estreada em 2022.
Trabalhou na Companhia Olga Roriz como bailarino e assistente de criação, entre 2007 e 2020. Trabalhou também como intérprete com Tiago Rodrigues, Filipa Francisco e Susana Vidal. Foi ainda intérprete e criador dos espectáculos “Lugar Vagon”, premiado pelo Clube Português de Artes e Ideias, apresentado no festival Citemor e de “Aguada” ambos em colaboração com Pedro Santiago Cal e Mafalda Saloio.
No Cinema participou em “Cidade Rabat” de Susana Nobre e em “Mariphasa” de Sandro Aguilar. Director e coordenador do Festival “Interferências” da Companhia Olga Roriz, desde 2019.
Como professor, leccionou aulas regulares e Workshops de Improvisação e Composição na ESD (Escola Superior de Dança), ETIC, CMJ (Conservatório de Música da Jobra), Ginasiano Escola de Dança, F.O.R (Formação Olga Roriz), Escola de Artes do Alentejo Litoral (Sines) e Festival Sidance (Seul).

 

ENEKO GIL ALBERDI

É licenciado em Filologia Hispânica e formou-se em Dança com diferentes professores e companhias. É membro do grupo Kukai desde a sua fundação. Teve a oportunidade de trabalhar com coreógrafos da envergadura de Cesc Gelabert, La Intrusa Danza, Jone San Martín, Marcos Morau, Sharon Fridman, etc. Também colaborou com outros artistas locais, como Mikel Aristegui, Asier Zabaleta, Myriam Pérez Cazabon, Koldo Arostegui.. Em 2009 foi premiado no Certámen Coreográfico de Madrid, e pôde completar a sua formação com diferentes mestres internacionais nos Estados Unidos, no American Dance Festival na Carolina do Norte e Movement Research em Nova Iorque. Criou Anakrusa Dantza Antzerki Taldea juntamente com o ator Iñigo Ortega e a bailarina Noemi Viana. Nos últimos anos, entre outras coisas, trabalhou com Hika Teatro (Tonbola e Gazte) e continua a fazê-lo com Oier Zuñiga (Eresia), e também realizou a pesquisa coreográfica Hitzezko Hitzak Mugimenduan/Fuck you. Está a preparar o projeto para ser estreado no outono de 2022 pelas companhias Etorkizunean Artedrama e Axut. www.tabakalera.eus/es/eneko-gil-alberdi

GAËL DOMENGER

Estudou na Escola de Ópera de Paris, e formou-se no Conservatório Nacional Superior de Paris. Enquanto bailarino iniciou a sua carreira no Euroballet (luxemburgo), passando pelo Ballet de Leipzig, dirigido por Uwe Scholz, pela Ópera Real de Wallonie, pelo Scapino Ballet Rotterdam sob a direção de Ed Wubbe e desde 2003 na companhia Malandain Ballet Biarritz. Gael é um especialista na direção regional de assuntos culturais da nova Aquitânia. É responsável de mediação e acolhimentos artísticos no CCN Malandain Ballet Biarritz. Fundou e desenvolve a iniciativa LABO (Laboratório de pesquisa coreográfica sem fronteiras) dentro do Ballet Malandain Biarritz. Enquanto coreógrafo desenvolve há dez anos trabalho de pesquisa no âmbito da dança contemporânea cruzando as áreas de realidade virtual e texto. Desenvolveu o projeto piloto de cooperação coreográfica territorial “Regards Croisés” que prepara sua 9ª edição em parceria com a Fundición de Bilbao e a Kale Companhia de Dança. Participa na promoção de cruzamentos entre artistas e coreográficos estabelecidos e emergentes.

DESIRE’SERIES#1

06 ABRIL 2024, 21H00, ARMAZÉM22

SINE QUA NON ART [FR]

Coreografia e Performance
Christophe Béranger,
Jonathan Pranlas-Descours

Colaboração Arte Visual e Figurinos
Fabio Da Motta (Brasil)

Performance
Christophe Béranger

Edição de imagens e vídeo
Jonathan Pranlas-Descours

Design floral
Dorothée Sullam / Chez Marguerite

Música
Philip Glass, Antonio Vivaldi,
Marc-Antoine Charpentier, Jean-Philippe Rameau

Produção
SINE QUA NON ART

Coprodução Residências:
Centre National de la Danse – Paris, Chaillot – Théâtre National pour la Danse – Paris, Ville de La Rochelle – La Chapelle des Dames Blanches, Festival Trente Trente – Les Rencontres de la forme courte – Halle des Chartrons, Chez Marguerite.

Com o apoio do DRAC Nouvelle-Aquitaine -Aide au projet

Agradecimentos
Cie NON NOVA – Phia Ménard, Centre Intermondes, Les Lapidiales

SINE QUA NON ART é uma companhia apoiada pela região Nouvelle-Aquitaine e município de La Rochelle, França.

Para criar uma ode ao corpo constrangido, ao prazer retido num mundo onde a satisfação de todos os nossos desejos conduz inexoravelmente à nossa própria queda. Este desejo de sempre mais, de posse, afasta-nos dos nossos desejos naturais e necessários, de nós próprios, e devasta o nosso mundo. Um convite a uma viagem íntima de poderosa fragilidade, onde a nossa relação com o corpo é questionada. Um corpo ritualizado onde a proximidade com o público convoca a humanidade de cada um. Desire’series#1 mergulha o espetador numa procissão e numa ode ao desejo. um ritual que sublima a imagem do corpo impedido, onde a vulnerabilidade se torna força, onde a fragilidade se torna poder e onde a proximidade com o público convoca a humanidade de cada indivíduo.

CHRISTOPHE BÉRANGER E JONATHAN PRANLAS-DESCOURS

Desenvolvem uma criação mutável, esquiva e assertiva que encarna as contradições do nosso mundo. Enquanto “coreógrafos da matéria”, baseiam as suas criações num estilo cénico híbrido e colaborativo, utilizando a porosidade entre a performance ao vivo e as artes visuais como chave para o estudo dos corpos em movimento. Vêem o corpo como um vetor de significado para a política do corpo atual. Cada criação é apresentada como um manifesto, revelando as contradições do nosso mundo e reforçando a experiência do público através de um tempo e forma de atuação dedicados.

SINE QUA NON ART

É uma companhia de dança contemporânea fundada em 2012 em La Rochelle (França) por Christophe Béranger, antigo bailarino, coreógrafo e assistente artístico do CCN / Ballet de Lorraine, e Jonathan Pranlas Descours, formado em artes plásticas, teatro e dança, na escola criada por Anne Teresa de Keersmaeker / P.A.R.T.S. antes de ser intérprete de Roméo Castellucci, Sasha Waltz e Mathilde Monnier. A companhia SINE QUA NON ART é interdisciplinar e desenvolve uma escrita híbrida e colaborativa, ancorada no corpo e apoiada na abstracção coreográfica, na composição musical e na porosidade entre a performance ao vivo e as artes visuais. Com a direção artística de Jonathan Pranlas-Descours e Christophe Béranger, são vencedores do TANZRecherche NRW#13 , do 1º Prémio do concurso (Re)connaissance em 2014, do SACD pela escrita de música de cena e recebem ainda o prémio CDC Group – Novos Talentos de Dança 2018. Criam para companhias como Ballet de l’Opéra de Metz, o Ballet Nacional do Kosovo, o Instituto de Dança de Belgrado e Dança Contemporânea de Cuba, tendo recebido, por este trabalho, o Prémio da Crítica de Villanueva para o melhor espectáculo do ano de 2018. Criaram em 2022, para o Ballet Nacional de Sibiu na Roménia e para a Companhia Nacional de Dança Contemporânea de Buenos Aires, na Argentina. Lecionam ocasionalmente em França na Universidade de Paris 8 (Master 1 e 2), na Ecole du Ballet du Nord em Lille, no CNSMD em Lyon, no Odyssey Dance Theatre em Singapura, no Epidaurus Lyceum na Grécia, no Ballet Junior de Genève, na HKAPA (Hong-Kong Academy for Performing Arts), Festival Dansez Now em Cotonou, Escola Livre da Maré no Rio de Janeiro, Studio Architanz Tokyo e Jin Xing Dance Theater Shanghai. Desde 2017 são coordenadores artísticos e pedagógicos do ABC Atlantique Ballet Contemporain, formação artística para bailarinos no conservatório de La Rochelle.

SERENITY SUITE

07 ABRIL 2024, 19H00, AUDITÓRIO MUNICIPAL DE GAIA

MATXALEN BILBAO
NATALIA GARCÍA [ES]

Direção
Matxalen Bilbao

Intérpretes
Natalia García, Matxalen Bilbao

Música Original
Itziar Madariaga

Desenho de Luz
David Alcorta

Texto
Adriana Barestein

Fotos
Emilio Tenorio

Vídeo
Itxaso Beistegui

Produção
Isabel Jiménez Infinita Escena

Difusão
Cristina Pérez Sosa

Colaboração
Kultur Leioa, Utopian (Getxo), La FuNdicIOn
CCN Malandaín Ballet Biarritz, Azkuna Zentroa

Financiamento
Departamento de Cultura del Gobierno Vasco

Agradecimentos
Espacio Espiral Santander

SERENITY SUITE é uma peça de grande maturidade artística tanto na sua escrita coreográfica como na sua interpretação. O tema da “passagem do tempo” percorre toda a peça, de uma forma subtil, sem gravidade, sem nostalgia. Um dueto onde a criadora e intérprete, Matxalen Bilbao, continua a mostrar a sua experiência na gestão do “espaço-tempo”. O tema da passagem do tempo, bem como o da transmissão, tornam este dueto extremamente comovente, com uma expressividade muito discreta e brilhante.

“Con casi tres décadas de diferencia entre ambas, comparten algo personal como la danza, sin pretensiones y desde una mirada lúdica adoptan un espacio común en el que la transmisión aparece como punto de partida para hablar del paso del tiempo.”

MATXALEN BILBAO

É um dos nomes incontornáveis da dança contemporânea do País Basco Bailarina, professora e criadora, desenvolve o seu trabalho a partir de Bilbao. Dançou para as companhias “Forros” (la Fundición) Bilbao, “Con buen pie” (Bilbao) e “Damián Muñoz”. Participa no espetáculo “Illa Reunión” sob a direção de Ana Valles, directora da companhia “Matarile”, uma produção do Centro Dramático Gallego. Aberta à colaboração com outros criadores, colabora com a Companhia Traversée de Biarritz. Assistente de direção na peça de dança Biraka de Nerea Martínez estreada no Festival BAD 2017. Coreógrafa residente no projeto ATALAK 2.0 de Dantza Konpainia em fevereiro de 2018. Obteve o prémio de Melhor Coreografia de Dança 2018 em La Danza Inunda Santander no âmbito do Festival La Espiral Contemporánea pela sua peça para espaços urbanos FUGAS. Oradora nas reuniões organizadas pela Asociación Española D+I: “Danza más Investigación”, em colaboração com diferentes universidades, incluindo a UPV, destacando I e II Encontro Internacional de Investigação Performativa. É diplomada em Educação Básica na especialidade de Ciências Humanas pela U.P.V. Em 2007-2008 obteve o Mestrado em Artes e Ciências do Espetáculo UPV (Valencia).

NATALIA GARCÍA MURO

É licenciada em Dança Contemporânea pelo Conservatório Carmen Roche de Madrid e pela Escola Profissional de Dança de Burgos. Recebeu formação de diferentes personalidades da dança, tais como: Matxalen Bilbao, Daniel Abreu, Mónica García, Guillermo Weiker, Vicky Pérez, Diana Bonilla, Cristiane Bollousa, La Macana, Joaquín López Hidalgo e Mey Ling Bisogno, entre outros. Em 2015 começou a trabalhar como intérprete e professora de dança. Trabalhou como intérprete na peça Gear, Cía Matxalen Bilbao, na peça KT83, Mauma e foi membro do ie-aTa danTza Coletivo onde participou como bailarina e criadora da peça MugaIn e da peça Laubegi subsidiada pelo Governo Basco e representada nos dias de Dantzan Bilaka. Atualmente é intérprete em diferentes obras de Companhias Bascas de Dança e Teatro. Concretamente nas peças Fugas e Serenity Suite, Companhia Matxalen Bilbao, na peça euria, Companhia de Teatro Markeliñe, na peça Un.y.dos, Companhia Input, na peça Eight, Companhia Nerea Martinez, na peça Moliendo Café, KregoMartín Danza e na peça Big Game, Companhia Lokke, Olatz de Andrés. É também membro da associação Bizidantza Elkartea e faz parte da direção da ADDE (Associação de Profissionais de Dança do País Basco) É professora de Dança Contemporânea e Dança Criativa na Escola de Dança Ana Rosa Tercero (Erandio, Bizkaia), na Mazarredo 31 (Bilbao, Bizkaia) e no Elements Dance Studio (Santurtzi, Bizkaia).

C(H)ORO
JANELA PORTUGAL

ESTREIA
07 ABRIL 2024, 17H00,
ARMAZÉM22

SARA GARCIA

Criação/Direção/Produção
Sara Garcia

Interpretação
João Oliveira, Mariana Barbosa, Sara Garcia

Desenho de luz
Pedro Nabais

Sonoplastia
Ricardo Fernandes e João Morais

Apoio à pesquisa, crítica e cenografia
Hugo Barros

Agradecimento (olhar externo)
Margarida Mota Freitas

Apoio à criação
Fundação GDA, Cine-teatro Garrett, Kale Cooperativa Cultural/Armazém 22, L’Obrador Espai de Creatió, Estúdios Víctor Córdon, Instável Centro Coreográfico, Eixo Residências Artísticas

Aludindo aos conceitos “choro” e “coro”, esta peça reúne uma série de ações com a intenção de estimular o pensamento e discussão sobre o ato de chorar na sociedade contemporânea.

Sendo algo que experienciamos muito visceralmente, está no entanto ausente do quotidiano das cidades – relegado a acto solitário ou a momentos de convenção: é reprimido porque se reserva à intimidade, ou reserva-se à intimidade porque é reprimido?

SARA GARCIA

Diplomada pela EDCN, fez a Formação Avançada em Interpretação e Criação Coreográfica (FAICC) da Companhia Instável e outras formações em Portugal, Holanda e Bélgica e Reino Unido. Mestre em Arquitectura pela FAUP e Mestre em Ensino de Dança pela ESD. Trabalha como freelancer desde 2014, tendo desenvolvido trabalho individual e colaborações com diferentes companhias/criadores, como Nuisis Zobop, Paulo Ribeiro, Tânia Carvalho, Roberto Olivan, Nuno M.Cardoso, Miguel Moreira, Pedro Carvalho. Foi premiada Melhor Bailarina pela SPA Autores 2022. Enquanto criadora, tem desenvolvido criações individuais e co-criações de solos, duetos e peças de grupo, que incluem vários trabalhos site specific. Leciona dança clássica e contemporânea; regularmente convidada para mentorias em formações da Companhia Instável; membro da Ventos e Tempestades Associação Cultural, integrou o grupo fundador do FIS-Festival Internacional de Solos.

Direção Artística / Artistic Direction
Regards Croisés Portugal
Gaël Domenger