VII PORTINGALOISE

FESTIVAL INTERNACIONAL DE
DANÇAS E MÚSICAS ANTIGAS

O PORTINGALOISE – Festival Internacional de Danças e Músicas Antigas é promovido pela Kale Companhia de Dança, em parceria com Portingaloise Associação Cultural e Artística, com direção artística de Catarina Costa e Silva, celebrando em 2021 a sua VII Edição.

PORTINGALOISE- Festival Internacional de Danças e Músicas Antigas é um festival que conjuga criação, formação e divulgação de trabalhos relacionados com o património coreográfico europeu do século XV ao século XIX. Tem como objetivo a divulgação da Dança e da sua estreita relação com a Música, designadas Antigas, porque pertencentes a um contexto sociocultural anterior à Era Contemporânea. Trata-se de um evento que tem como premissa fundamental a aproximação ao património escrito mas de natureza efémera – a música, a dança, o teatro – daquele período compreendendo a sua influência na nossa prática ainda hoje, questionando sempre a sua função coeva mas também a sua função na contemporaneidade, abrangendo os seus espaços e agentes desde a prática erudita à popular.

O Festival possui três componentes: criação original do Ensemble Portingaloise, investigação/encontro académico e formação em dança histórica. Para 2021, por motivos de pandemia de COVID’19, o Ciclo de Primavera terá as suas atividades públicas online, esperando realizar todo o ciclo de Verão em formato presencial, podendo expandir para a difusão remota algumas atividades.

16-17 ABR
9-12 SET 2021
ARMAZÉM 22, GAIA

CICLO PRIMAVERA
16-17 ABR
“AUTO DO LABIRINTO”
AULA ONLINE
ENCONTRO ACADÉMICO
(STREAMING E MESA REDONDA)

“BALLE DE LAS DANÇAS”
RESIDÊNCIA ARTÍSTICA

Criação

Auto do Labirinto constitui a criação Portingaloise de 2018, em reposição no Ciclo de Primavera.. Esta criação é uma co-produção entre Il Dolcimelo e o Ensemble Portingaloise, partindo a recolha minuciosa da diretora artística, Isabel Monteiro, de excertos literários e repertório musical do séc. XVI europeu. Com base num extraordinário repertório dramático quinhentista, os personagens – eleitos entre os pares amorosos, o sedutor, a alcoviteira e outros que medram no Paço ou no terreiro – terão os seus serões de corte povoados por danças baixas e altas – pavana, galharda, tordião… – revelando os seus dotes coreográficos e musicais. Aqui não faltam os instrumentos de corte e de folia, indispensáveis para a dança ou para a serenata ao luar.

Balle de las Danças – criação nova no Ciclo de Verão – é um entre vários Bailes presentes no Manuscrito 471 do Arquivo Distrital de Braga e editados criticamente pelo musicólogo Xosé Gandara Eiroa (2009). Trata-se de uma peça de teatro breve em que o pretexto dramático é a conciliação de música e dança retratando personagens tipo, alegorias ou – como é o caso – danças como personagens que vão definindo os seus caracteres distintos ao longo da peça. As danças aqui retratadas são europeias, renascentistas e barrocas, desde o saltarello ao villano, até ao sarembeque que incorpora ritmos africanos. Constituem assim exemplos coreicos que revestem esta obra de particular interesse tanto para a investigação como também para o crescente interesse do público pelas danças de outrora e especificamente da geografia ibérica. Esta nova criação incluirá ainda o olhar expressivo da artista audio-visual Adriana Romero que desenvolverá um projeto fílmico, a ser desenvolvido em diferentes residências no Armazém22 e também no Museu dos Biscaínhos em Braga.“Balle de las danças” tem direção artística de Catarina Costa e Silva, e é interpretado pelo Ensemble Portingaloise. A sua estreia em palco acontecerá em setembro de 2021.

Investigação
Encontro
Académico

O Encontro Académico é composto, normalmente, por comunicações feitas por investigadores de referência internacional nas áreas da coreologia e da musicologia, orientado tanto para especialistas como público em geral. Pode ainda ter outros formatos como partilha e análise informada de repertório de referência ou ainda de mesa redonda ou discussão aberta sobre determinado tema. Desde a sua primeira edição, o Encontro Académico conta com a chancela do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra. Desde 2020 que esta iniciativa ampliou a sua difusão conciliando o formato presencial com a difusão online a partir da página de facebook do Armazém22.

Formação

A componente formativa é composta pela organização de aulas presenciais ou remotas (síncronas ou assíncronas). Destinam-se a públicos de diferentes faixas etárias e com diferentes níveis de aptidão e experiência em dança. A ação formativa nesta 7ª Edição do Festival Portingaloise estará intimamente ligada aos espetáculos apresentados: Auto do Labirinto e Balle de las Danças. O espaço de aula contextualizará e abordará na prática o repertório coreográfico incluído nestes espetáculos.

Saber Mais

Neste festival desde 2015 participaram intérpretes, criadores e investigadores de diferentes países europeus (Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra, França) assim como da América Latina, confirmando-se a vocação de espaço de partilha criativa e investigativa internacional. O que define o Portingaloise como Festival distinto dos demais é o facto de privilegiar a íntima relação entre Dança e Música no repertório antigo investindo para isso na conciliação de quatro vertentes (criativa, performativa, formativa e científica) absolutamente complementares e que, em conjunto, contribuem para a criação acreditada de conteúdos nesta área. Desde a sua origem, tem tido sempre como elemento fundamental a premissa prática, reconhecendo como indispensável a profunda ligação entre prática e teoria, entre a biblioteca e o estúdio de dança, entre o laboratório coreográfico e o espaço cénico. Outra premissa é a do entendimento do corpo como suporte de registos e canal de diferentes tipos de movimento, de diferentes tradições, enfim, um corpo-arquivo vivo e reflexivo. Assim, o questionamento dos limites da reconstituição/recriação de tal repertório antigo é constante, essencialmente pelo facto de todo o repertório estar a ser experimentado, pela fisicalidade de corpos contemporâneos.

Um dos fatores distintivos do Ensemble Portingaloise, é a simultaneidade do performer enquanto ator, bailarino e músico, exigindo este repertório competências específicas que encontramos apenas neste coletivo. Composto por intérpretes de formação ampla nas ditas artes – música, dança, teatro, história da arte, composição musical – este Ensemble dedica-se particularmente a géneros ditos híbridos, ou seja, que conjugam as diferentes áreas e competências artísticas e técnicas.

Direção Artística:
Catarina Costa e Silva

Parceria:
Portingaloise Associação Cultural e Artística

Apoio:
Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos
da Universidade de Coimbra

KALE Cooperativa Cultural, Crl | Kale Companhia de Dança | Armazém 22

Direção Executiva & Artística /
General & Artistic Direction:
Joana Castro

Gestão de Projeto & Planeamento /
Project Management & Planning:
Daniela Tomaz

Direção de Produção /
Production Direction: 
Maria Miguel Coelho

Direção de Comunicação /
Communication Direction:
Joana de Beléms

Design Gráfico /
Graphic Design:
José Pereira

Direção Técnica /
Technical Direction:
Joaquim Madaíl

Técnico de Palco /
Stage Management:
Domingos Sousa

Assistente Produção /
Production Assistent:
Mayra Paolinelli

Apoios / Support:
República Portuguesa – Cultura /
Direção-Geral das Artes
Município de Gaia
Ginasiano Escola de Dança
Antena 2